The Cure - Disintegration

THE CURE - Disintegration

01- Plainsong
02- Pictures of You
03- Closedown
04- Lovesong
05- Last Dance
06- Lullaby
07- Fascination Street
08- Prayers For Rain
09- The Same Deep Water As You
10- Disintegration
11- Homesick
12- Untitled

Conta-se que na época da produção desse álbum, o líder da banda Robert Smith estava passando por uma fase emocional bem sombria, o que resultou em um álbum totalmente sombrio, porém excelente!
Nesse álbum foram lançados alguns clássicos da banda mas o álbum como um todo tem uma qualidade fora do comum até mesmo para os padrões do The Cure.
Além das lutas pessoais de Robert Smith ainda houve o afastamento de Laurence Tolhusrt devido ao alcoolismo. Isso tudo sem dúvida afeta as estruturas de qualquer banda e invariavelmente acaba influenciando o resultado de seu trabalho, algumas vezes negativamente mas outras positivamente.
O álbum inteiro possui uma atmosfera meio deprê, como sempre foi característica do The Cure, mas aqui há uma certa “psicodelia” que interage ativamente com as músicas.
Sendo esse o oitavo álbum de estúdio da banda é natural esperar uma certa maturidade musical e entrosamento dele, e felizmente ambos são encontrados em abundância.
Ao ouvir o álbum inteiro pela primeira vez já consegui entender porque ele é tão bom e a razão de várias de suas músicas estarem no set list da banda até hoje.
As duas músicas que abrem o álbum possuem arranjos simples e sinceros, como quase tudo o que a banda já fez até hoje, porém extremamente marcantes.
Existe uma espécie de “fórmula” para saber se um conjunto de arranjos são ou não marcantes/indispensáveis para a música: é só imaginar uma outra banda qualquer executando a mesma música sem os tais arranjos. Se a música perder sua personalidade é porque ela foi embora junto com seus arranjos originais.
As vezes se encontram por aí versões novas e tão (ou até mais) eficientes quanto as originais, vide minha música favorita de Bob Dylan, All Along The Watchtower (que foi eternizada por Jimi Hendrix), mas você consegue imaginar o clássico Sweet Child’o Mine sem o solo de abertura? Pois bem, isso é um arranjo marcante!
As duas músicas as quais estava me referindo possuem esses arranjos que tornam elas tão especiais. São elas Plainsong e Pictures of You.
Minha grande favorita desse álbum é a quarta faixa Lovesong, que Robert Smith compôs para sua namorada de longa data Mary, com quem se casou pouco tempo depois. Se você nunca ouviu esse álbum inteiro e não está lá com muita vontade de fazê-lo escute apenas essa música isoladamente. Ela é uma das mais “animadinhas” dessa safra do The Cure e mesmo assim a sensibilidade sincera de Smith predomina o tempo todo aqui. Se achar interessante vá ouvir o álbum todo, garanto que não se arrependerá!
Ainda existem alguns “lados B” nesse álbum que, como de costume, eu adorei!
Quero destacar aqui a faixa-título Disintegration, com uma boa levada e a faixa de encerramento Untitled que foi a grande surpresa da vez. O álbum já estava terminando e não esperava mais nada dele, estava até satisfeito com o que tinha acabado de ouvir e já sabia até mesmo o que falar sobre o mesmo quando de repente me encerra o álbum com uma composição incrível dessa. Sem mais delongas, vamos as minhas três recomendações desse álbum (aliás, foi bem difícil reduzir a apenas três):





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