Mestres da Bateria

A música é um de meus interesses mais antigos. Desde quando comecei a ensaiar meus primeiros acordes no violão de um amigo quando eu ainda tinha 14 anos meu mundo passou a significar música em quase todos os momentos. A partir de hoje vou trazer aqui alguns textos sobre referências musicais que me acompanham desde quando me arrisquei em minha primeira banda até os dias de hoje.
Pra começar trago aqui alguns dos bateristas que me ensinaram que é possível sim ter feeling sendo transmitido através de dois pedaços de madeira sendo batidos contra um punhado de pratos de tambores.

Phil Collins

Esse talvez seja o nome mais conhecido do grande público nessa lista. Phil Collins ficou famoso quando ainda era integrante do Genesis, onde foi baterista e vocalista em épocas diferentes e em seguida tentou carreira solo. Em sua carreira ele teve momentos interessantes pra se colocar no currículo como seu trabalho ao lado de nomes como Eric Clapton, George Harrison, Paul McCartney, Robert Plant, Elton John e muitos outros, além de ser sempre lembrado por suas composições e interpretações nas trilhas sonoras de Tarzan e Irmão Urso - ambos da Disney - mas em minha humilde opinião é na bateria que esse cara arrebenta de verdade, por isso trago aqui um exemplo de um dos primeiros hits de sua carreira solo onde ele assume as baquetas próximo do final e executa viradas espetaculares e canta ao mesmo tempo. Qualquer um com alguma noção rítmica sabe o quão difícil é fazer algo assim.

João Barone

Pra mim João Barone sempre foi mais do que apenas "o batera do paralamas". Ele fez participações com músicos de renome no cenário nacional como Rita Lee e Lenine mas pra mim seu grande mérito está além de seu currículo e sua técnica, essa que é de enlouquecer qualquer amante das baquetas. Barone consegue ser técnico sem ser chato e criar viradas e arranjos elaborados sem ser repetitivo. Não aposta tudo na velocidade como fazem certos bateristas mas mesmo nos momentos em que acelera suas baquetas, sua pegada e emoção continuam evidentes. Um bom exemplo do que acontece quando se é apaixonado pelo que faz! Barone acabou entrando em Os Paralamas do Sucesso de forma acidental quando Vital (primeiro baterista da banda) faltou em uma apresentação. A substituição aconteceu as pressas por pura necessidade mas diz a lenda que o entrosamento foi tanto que imediatamente se tornou integrante fixo da banda. Ainda bem!

Pick Withers

Um dia, um carinha chama Mark Knopfler convidou um conhecido com quem dividia os palcos de um PUB britânico a integrar as gravações de um álbum e entrar para o time de músicos de uma banda em formação. Foi Assim que Pick Withers entrou para o que muito em breve se transformaria no grande Dire Straits, uma das bandas que mais me influenciaram em minha vida inteira. Pick tinha uma pegada meio jazzística e casando suas influências com a proposta inovadora do Dire Straits o resultado foram baterias mais preocupadas em cantar do que simplesmente marcar o tempo da música para o resto da banda. É difícil explicar como a bateria de Sultains of Swing fez meu cérebro explodir quando eu ainda tinha 15 anos, mas ao invés de ficar aqui inventando moda posso simplesmente te mostrar do que estou falando:

Neil Peart

Considerado um dos maiores bateristas do mundo, Peart é o responsável pelas batucadas do Rush. Eu não me importo com seu título ou com sua técnica sobrenatural e apesar de sua mundialmente famosa bateria de 360º o que me chama a atenção nele é sua capacidade de me fazer esquecer que a banda possui outros instrumentos, com todo respeito aos igualmente grandes Alex Lifeson e Geddy Lee que são comparsas de Neil na hora de transformar suas técnicas excepcionais em músicas envolventes. Como se sua batucada não fosse o suficiente, Peart ainda é o principal letrista do Rush e também escritor com cinco livros já publicados. Tem como não gostar desse cara?

 

 

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