O Que Aprendi Desde Que Comecei a Aprender Como Se Escreve

Foto: Freepik
Diferente do que parece, o título dessa postagem não se refere à época de minha alfabetização mas sim ao hábito de escrever e ser lido. Hoje trago aqui algumas das lições que tenho aprendido nesse processo.
O gosto pela escrita está comigo há tanto tempo que sequer consigo precisar quando tudo começou, mas me lembro de ainda nas primeiras aulas de redação que tive na escola ter sido um dos únicos a enxergar aqueles minutos como uma oportunidade de diversão e não como mais uma simples tarefa escolar.
Eu gostava de fazer as redações e gostava também de lê-las em voz alta para toda a classe quando os professores me davam essa oportunidade.
Cresci tendo a escrita como algo natural para mim e por isso durante muito tempo acreditei que qualquer um poderia escrever. Essa foi a lição número um:

Nem Todos Sabem Escrever

É importante explicar que me refiro a escrita como forma de comunicação e não apenas de alfabetização. É claro que qualquer um pode escrever uma lista de compras por exemplo, mas arranjar as palavras de uma maneira que fique emocionante, informativo, cativante ou didático simplesmente não é pra qualquer um. Se você é uma dessas pessoas que tem dificuldades com a escrita além de seus conceitos básicos não se preocupe, você com certeza tem uma porção de outros talentos que eu não tenho.
É importante tentar desenvolver o básico de sua habilidade de escrita, mas não precisa ficar triste caso você não tenha a habilidade de Tolkien por exemplo.
Quando aprendi que para escrever algo que outras pessoas vão ler era preciso de uma habilidade além daquela que nos ensinam na escola entendi a razão pela qual nem todos saem por aí escrevendo livros.

Existem Técnicas de Escrita, e Algumas Delas São Bem Difíceis de se Dominar!

Por ter a escrita como algo natural eu nunca tinha parado pra pensar na estrutura ou no estilo daquilo que eu escrevia. Minha oportunidade de praticar quase sempre foi através dos blogs e sites que eu tive a minha vida toda mas eu sempre traduzia em meus textos a resposta de uma pergunta básica: "o que eu quero dizer hoje?". Assim nascem todos os textos que eu escrevo e durante muito tempo acreditei que isso era o suficiente. Certamente é uma boa forma de se criar um texto novo mas quando meu interesse pela escrita me fez começar a estudar as técnicas e diferentes tipos de texto passei a entender que as técnicas existem por uma razão: ajudar o seu texto a ficar melhor.
Precisa de técnica pra se fazer um bom texto? Não necessariamente.
Se tiver pode ajudar? Com certeza!
E depois ainda tem o que gosto de chamar de "técnica de ouro" que se dá quando você dominou a parte técnica e decide quebrar algumas regras pra compor seu texto. Se você chegar nesse nível você se tornou um mestre!

Escrever Uma História dá Muito Mais Trabalho do Que Parece!

Eu sempre tive uma preferência por criar histórias e contá-las do meu jeito. Sempre quis escrever um livro até que um dia eu me dei conta de que não estava escrevendo livro nenhum. Motivado a seguir um sonho antigo comecei a estudar as técnicas de escrita relacionadas ao universo ficcional da literatura e percebi que a ideia bacana que eu tinha em minha mente teria um longo caminho pela frente até que pudesse ser lida por alguém sem que sua magia se perdesse no processo.
Faz pouco mais de um ano que escrevi a primeira versão desse livro e hoje estou revisando a terceira.
Ainda tem um longo caminho até que você possa ler e concluir se o meu esforço serviu para alguma coisa ou não.
A versão atual da história possui diferenças significativas em relação a primeira versão e até mesmo o nome que imaginei no começo foi trocado mas o mais importante de tudo é: eu não fazia ideia que dava tanto trabalho assim escrever uma história em formato de livro. Eu pensava que em três meses meu livro estaria pronto e talvez no futuro eu seja capaz de algo desse tipo, mas por enquanto eu ainda estou aprendendo como se faz cada uma das etapas do processo e sendo rápido ou demorado eu posso te garantir que vai te dar muito trabalho!

Quando a Escrita Chega ao Fim o Projeto Ainda Está Longe de Terminar

Quando terminei de escrever a primeira versão do meu livro me surpreendi com o quão ruim tinha ficado. Aparentemente a primeira versão de qualquer livro é sempre uma porcaria, mas não tem problema, sabe por que? Porque você sempre pode reescrever quantas vezes achar necessário.
Quando terminei a segunda versão reconheci que haviam diversos pontos que precisavam ser melhorados mas também enxerguei uma evolução em vários aspectos em relação à primeira versão.
Aconteceu a mesma coisa quando terminei a terceira versão. Continuo notando uma evolução no texto, isso significa que ele ainda não está pronto mas que aos poucos estou chegando a algum lugar.
Eu não sei quantas versão ainda serão necessárias mas de acordo com o método que adotei para essa experiência eu calculo que haverão no mínimo mais duas versões até que você possa ler o que escrevi.

Precisa Ser o Certo

Essa talvez seja a lição mais importante de todas. Escrever um livro é um processo longo e exige um comprometimento acima do que eu estava habituado com os meus textos em blogs. Alguns dias são mais cansativos e menos produtivos do que os outros mas se o processo da escrita não te parecer a coisa certa a se fazer talvez seja melhor pensar em outra coisa. Escrever precisa necessariamente ser o certo, caso contrário você apenas estará perdendo tempo. Uma boa dica para saber se a sua escrita é o certo a se fazer é responder a pergunta "por que estou escrevendo essa história?". Se a resposta for algo como "pra ganhar dinheiro" talvez seja melhor apostar em outra carreira já que o mercado editorial não é lá essas coisas. Esse truque eu aprendi com o Fábio Yabu e acredite, é uma boa forma de saber se está no caminho certo!

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