Stephen King Sai de Sua Zona de Conforto em Quatro Estações e Acerta o suficiente.


Quatro Estações é um dos mais famosos livros de contos de Stephen King. Diferente das compilações, que republicam em um mesmo livro contos de um autor em diversos momentos de suas carreira, o material reunido aqui foi escrito para compor este livro. 
As histórias exploram temas diferentes do que os leitores de King esperavam na ocasião do lançamento.
O autor é facilmente reconhecido no estilo do texto, mas em vários momentos as histórias dão mais espaço ao lado dramático do que ao terror, apesar de flertar com o segundo vez ou outra.
As histórias se passam no mesmo universo, mas por serem distintas entre si e com propostas tão diferentes, decidi resenhar cada uma individualmente.

Primavera Eterna - Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank

A história de um homem que foi condenado a prisão perpétua pelo assassinato de sua mulher. Na maior parte do tempo, o autor não revela se o protagonista é ou não culpado. Não importa.
O que vale aqui é o seu carisma dentro da prisão. Não demora para que conquiste a confiança dos guardas e do diretor através de seus conselhos contábeis.
O conto é bem-sucedido em ocultar certas informações do leitor. A forma como são reveladas no decorrer da história também é satisfatória. Possui o final menos sombrio do livro.

Nota: 3/5

Verão da Corrupção - Aluno Inteligente

Todd é um aluno exemplar. Enche seus pais e professores de orgulho. Mas ele esconde um segredo. Não falo de sua vontade de se tornar detetive quando crescer, já que isso é do conhecimento de todos, mas sim de uma certa obsessão que ele possui.
Tudo começa com Todd entrevistando um de seus vizinhos, um idoso que prefere se manter isolado do resto do mundo. Ele esconde um segredo. Todd o descobriu e, secretamente, chantageia o velho para obter o que quer.
A história é ousada. Toca em uma grande ferida da humanidade. É o conto mais longo do livro. 
Esse foi o maior problema da história para mim. Eu perdi o interesse nela ao menos duas vezes, o que fez com que eu levasse tempo demais para concluir sua leitura.
Possui seus méritos, mas também há exageros.

Nota: 3/5

Outono da Inocência - O Corpo

O melhor conto do livro, sem qualquer dúvida.
Narra a saga de quatro amigos de doze anos que mentem para seus pais e saem em um aventura para encontrar o cadáver de um garoto desaparecido.
O corpo é um pretexto para uma história sobre amizade, traumas, família e lealdade. King aborda os problemas familiares dos garotos com maestria, sempre fazendo com que os personagens sejam críveis.

Nota: 4/5

Inverno no Clube - O Método Respiratório

Para compensar, temos aqui o conto mais desinteressante do livro. É uma boa coisa que ele seja curto, mas nem seus personagens ou sua trama me prenderam em momento algum.
Há um clube de senhores, já com idade avançada. Eles gostam de se reunir para contar histórias. O protagonista é um novato. O auge da história é o relato de um de seus colegas, que dá nome ao conto.
Com exceção de poucas descrições e uma ou duas frases, não há absolutamente nada nessa história que eu tenha gostado.

Nota: 2/5

NOTA DO LIVRO: 3/5

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