Resenha: Filhos do Éden - Paraíso Perdido, de Eduardo Spohr


Chegamos ao fim da saga Filhos do Éden. Esse é um dos universos fantásticos que mais gostei de ler.
A intenção da trilogia era ser rápida, despretensiosa. Eduardo Spohr queria explorar outros aspectos do universo que iniciou em A Batalha do Apocalipse. Para isso, criou personagens cativantes e escolheu uma história não tão grandiosa para apresentá-los.
Paraíso Perdido conclui seu trabalho, que levou seis anos. Amarrou bem as pontas, ousou na medida certa e, no fim das contas, entregou uma saga muito maior do que se propôs a fazer.
O livro é dividido em três partes. Na primeira, acompanhamos o núcleo de personagens que nos foi apresentados nos livros anteriores. Liderados por Kaira, Urakim e Denyel continuam a aventura exatamente de onde Anjos da Morte terminou. Não vou dizer onde se passa a primeira parte da história, pois acredito que será uma surpresa agradável para quem ainda não leu.
Na segunda parte acompanhamos a trajetória de Ablon, o grande protagonista do livro que deu origem a este universo.  O que vemos aqui são acontecimentos anteriores ao apocalipse. Ablon ainda é um general celestial, e não um anjo renegado, como o conhecemos.
Concluindo esse incrível livro, temos narrativas intercaladas entre o primeiro núcleo de personagens e Ablon.
Terminar sagas, escrever o passado de um universo tão vasto e de personagens já conhecidos é uma tarefa árdua. É muito difícil fazer isso tudo da maneira certa, sem contradizer nada e, ao mesmo tempo, sem desapontar o leitor.
Como leitor, eu agradeço Eduardo Spohr pela saga tão bem escrita que me roubou horas de leitura como se fossem cinco minutos. Como escritor, eu tiro o meu chapéu em respeito a um texto tão bem executado.

Nota: 5/5 

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